Redação –
Uma mulher, identificada pelas iniciais A., foi presa após ser flagrada com aproximadamente 38,5 gramas de substância análoga à cocaína e R$ 5.115 em dinheiro, durante uma abordagem realizada por uma equipe do GETAM (Grupo Especializado Tático de Motos), em Dourados. O caso ocorreu na região do Canaã V.
Segundo o boletim de ocorrência, a equipe realizava policiamento ostensivo quando avistou um Volkswagen Golf branco, com suspensão rebaixada, películas escuras e trafegando em velocidade considerada incompatível com a via.
Ao perceber a presença dos policiais, a condutora teria feito uma conversão brusca e acelerado, sendo alcançada pela equipe logo depois. No veículo estavam duas mulheres e uma criança.
Durante a abordagem, a condutora, identificada como A., afirmou que não havia nenhum objeto ilícito no carro. Os policiais realizaram uma busca no veículo, mas nada de irregular foi encontrado.
Entretanto, segundo o registro policial, A. carregava uma bolsa e mudou de comportamento quando foi questionada sobre o conteúdo do objeto. Ela teria se recusado a abrir a bolsa e tentado se desvencilhar dela.
Ainda conforme a ocorrência, os policiais precisaram utilizar força física para retirar a bolsa da posse da mulher. Depois disso, ela teria passado a investir fisicamente contra a equipe, desobedecendo às ordens para cessar a resistência.
Os agentes utilizaram técnicas de contenção e um bastão antitumulto para imobilizá-la e mantê-la a uma distância segura. Após ser algemada, a bolsa foi aberta.
Dentro do objeto, os policiais encontraram quatro invólucros grandes contendo diversas pequenas porções de uma substância que, posteriormente, totalizou aproximadamente 38,5 gramas e foi identificada preliminarmente como análoga à cocaína. Também foram encontrados R$ 5.115 em dinheiro.
Questionada sobre a origem do entorpecente, A. teria assumido a propriedade da droga e informado que pagou R$ 300 por cada invólucro. Ela, porém, não teria informado onde ou de quem adquiriu o material.
A mulher apresentava hematomas nas pernas e na região dos glúteos, segundo o registro policial, decorrentes da resistência durante a abordagem. O boletim informa que o uso de algemas ocorreu devido ao receio de fuga e para preservar a integridade física da conduzida e dos policiais.
A criança que estava no veículo ficou sob os cuidados de uma mulher responsável após a condução de A. O veículo também foi encaminhado e apresentado na DEPAC (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário).
A suspeita e o material apreendido foram levados para a delegacia, onde o caso foi registrado para as providências cabíveis. Um advogado acompanhou o procedimento policial.

