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sexta-feira - 16/10/2026

Dourados: homem é condenado a 29 anos de prisão por tripo homicídio, estupro e tortura

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Redação –

Ação rápida da equipe da DEPAC/1ª DP de Dourados sob a coordenação do Delegado de Polícia Dermeval Inácio da Cruz Neto possibilitou a identificação e prisão do criminoso no mesmo dia dos fatos. Durante o julgamento, o Ministério Público destacou e elogiou o trabalho investigativo realizado pela Polícia Civil.

Na última quarta-feira (14), o Tribunal do Júri da Comarca de Dourados/MS condenou CLEITON BENITES GOMES a 29 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática dos crimes de homicídio triplamente qualificado, estupro e tortura, cometidos contra uma adolescente indígena de apenas 16 anos, na Aldeia Jaguapiru, em Dourados/MS.

O crime, ocorrido em 10 de dezembro de 2023 causou grande repercussão e indignação à época dos fatos, vitimou a adolescente Karine Ferreira Isnarde, brutalmente assassinada em circunstâncias de extrema violência. O homicídio foi reconhecido como feminicídio, qualificadora prevista na legislação penal vigente à época.

A identificação e a prisão do autor foram resultado de uma atuação rápida e eficiente da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. Logo após tomar conhecimento do crime, a equipe de investigadores da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC), e da 1ª Delegacia de Polícia de Dourados, iniciou diligências ininterruptas para esclarecer os fatos e identificar o responsável.

Os policiais civis conseguiram identificar, localizar e prender o criminoso em flagrante ainda no mesmo dia do crime, impedindo que permanecesse em liberdade após a prática dos graves delitos.

Durante os procedimentos policiais, o autor chegou a confessar a prática do homicídio. Diante da gravidade dos fatos e dos elementos de prova reunidos, a autoridade policial também representou pela decretação de sua prisão preventiva, visando assegurar a ordem pública e a aplicação da lei penal.

A atuação imediata da Polícia Civil foi fundamental para o esclarecimento do crime, a preservação dos elementos probatórios e a responsabilização criminal do autor.

Durante a sessão de julgamento, a acusação foi conduzida pelo Promotor de Justiça Luiz Eduardo de Souza Sant’Anna Pinheiro, representante do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, que sustentou a responsabilização do acusado pelos graves crimes praticados.

Em sua atuação perante o Tribunal do Júri, o Promotor de Justiça destacou e elogiou o trabalho desenvolvido pela Polícia Civil, ressaltando a eficiência das diligências realizadas à época, especialmente a rápida identificação do criminoso e sua prisão em flagrante, ainda no dia dos fatos.

Ao final do julgamento, a Justiça estabeleceu as seguintes penas: 18 anos de reclusão pelo homicídio triplamente qualificado, 8 anos e 4 meses pelo estupro e 2 anos e 11 meses pelo crime de tortura, totalizando 29 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicial fechado.

A condenação representa um importante resultado do trabalho conjunto das instituições responsáveis pela persecução penal, desde a atuação investigativa da Polícia Civil até a acusação promovida pelo Ministério Público e o julgamento pelo Poder Judiciário.

O caso evidencia a importância da pronta resposta policial diante de crimes de extrema gravidade. A rápida atuação dos investigadores, aliada às providências adotadas pela autoridade policial, permitiu a identificação e a prisão do autor ainda nas primeiras horas da investigação, contribuindo decisivamente para que os fatos fossem esclarecidos e o responsável submetido à Justiça.

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul reafirma, assim, seu compromisso com a investigação qualificada, a elucidação de crimes graves e a responsabilização de seus autores, especialmente em casos de violência contra mulheres, adolescentes e integrantes de comunidades indígenas.

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