Os advogados responsáveis pela defesa do técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, renunciaram à representação do investigado. Marcus Eduardo Miranda Martins e Gabrielle Vieira Santana deixaram oficialmente o caso.
Marcos Vinícius está preso sob suspeita de envolvimento em três mortes ocorridas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal. Até o momento, os advogados não informaram os motivos da saída, e ainda não há confirmação sobre quem assumirá a nova defesa.
Em manifestações anteriores, a defesa afirmava que não havia condenação contra o investigado e contestava informações divulgadas sobre sua vida pessoal.
O técnico é investigado no âmbito da Operação Anúbis, ao lado de outras duas suspeitas: Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva. De acordo com a Polícia Civil, o grupo é acusado de aplicar doses excessivas de medicamentos para provocar paradas cardíacas em pacientes internados na UTI.
As investigações indicam ainda que, em pelo menos dois casos, teria sido injetado desinfetante diretamente na veia dos pacientes, o que teria causado as mortes.
O próprio Hospital Anchieta comunicou o caso às autoridades após identificar circunstâncias consideradas atípicas nos óbitos de três pacientes, com idades entre 33 e 75 anos. Em nota, a instituição afirmou entender que houve ação intencional e criminosa.
Além das suspeitas de homicídio, Marcos Vinícius também foi acusado por uma colega, Amanda, de tentar matá-la enquanto ela estava internada na mesma UTI.
A Polícia Civil do Distrito Federal segue investigando a dinâmica das mortes e o papel de cada envolvido. O inquérito prevê a análise de todos os óbitos ocorridos durante os plantões dos profissionais presos, e a investigação poderá ser ampliada para outras unidades de saúde onde o grupo possa ter atuado.
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