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terça-feira - 05/05/2026

Suzane von Richthofen tumultua liberação de corpo do tio e mira herança de R$ 5 milhões

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Quando o nome Suzane von Richthofen reaparece no noticiário, o Brasil inteiro já sabe: vem polêmica por aí…

Condenada a 39 anos de prisão por mandar matar os próprios pais, Suzane voltou a causar espanto ao aparecer na 27ª Delegacia de Polícia, na zona sul de São Paulo, para tentar liberar o corpo do tio, o médico Miguel Abdala Netto, de 76 anos, encontrado morto dentro de casa, no Campo Belo.

Sim, a mesma delegacia onde, em 2002, foi registrado o boletim de ocorrência do assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, mortos a pauladas por Daniel e Cristian Cravinhos, a mando dela.

Policiais da unidade, segundo fontes, ficaram surpresos com a reaparição da ex-presidiária no local — ainda mais porque, naquela época, ela deu pelo menos dois depoimentos ali acompanhada justamente do tio Miguel.

Miguel morava sozinho, levava uma vida isolada e não deixou cônjuge, filhos, pais ou irmãos vivos. Os únicos parentes seriam Suzane e Andreas von Richthofen. E foi aí que o climão começou.

Na conversa com os investigadores, Suzane afirmou ser a única parente consanguínea próxima, por ser sobrinha de primeiro grau, e tentou formalizar a liberação do corpo para sepultamento.

Mas o detalhe que ninguém ignorou: esse movimento também abriria caminho para que ela se tornasse inventariante dos bens do tio. E não é pouca coisa, não. Miguel deixou uma casa e um apartamento no Campo Belo, além de um sítio no litoral paulista. Patrimônio estimado em R$ 5 milhões.

A polícia barrou o pedido. Suzane, que cumpre pena de 39 anos em liberdade, saiu de mãos vazias.

Um dia antes, quem também tentou liberar o corpo foi Sílvia Magnani, prima de primeiro grau e ex-companheira de Miguel. Ela conseguiu apenas fazer o reconhecimento do cadáver no IML, já que a polícia pediu prova formal de parentesco para liberar o sepultamento.

E como se o clima já não estivesse pesado, na mesma madrugada da morte, o portão da casa amanheceu pichado com a frase: “Será que foi a Suzane?”

A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita e aguarda exames periciais e toxicológicos. Não há sinais aparentes de violência, mas a casa foi preservada para perícia.

Sem sucesso na delegacia, a ex-presidiária foi ao fórum e entrou com pedido de tutela para tentar reverter a situação. Enquanto o impasse não se resolve, o corpo permanece no freezer do IML.

Vale lembrar: não é a primeira vez que Suzane tenta entrar em disputas patrimoniais familiares. Após a morte dos pais, tentou se tornar inventariante dos bens do casal, avaliados à época em cerca de R$ 10 milhões.

Quem impediu foi o próprio Miguel, que conseguiu na Justiça que a sobrinha fosse declarada indigna de herdar os bens dos pais que ela mandou matar. Com isso, toda a herança ficou com Andreas.

Resumo da ópera: morte misteriosa, herança milionária, passado sangrento e uma família marcada por tragédias. A pergunta que ecoa — e que alguém pichou no portão — continua no ar…

As informações são de Ulisses Campbell, autor de livros biográficos sobre Suzane von Richthofen.

 

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