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terça-feira - 05/05/2026

HÁ 5 ANOS, BRASIL INICIAVA A VACINAÇÃO CONTRA A COVID-19

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HÁ 5 ANOS, BRASIL INICIAVA A VACINAÇÃO CONTRA A COVID-19
Há cinco anos, o Brasil dava os primeiros passos rumo ao fim de um dos maiores pesadelos de sua história recente. No dia 17 de janeiro de 2021, logo após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o uso emergencial de duas vacinas, a enfermeira paulista Mônica Calazans se tornou a primeira brasileira a ser vacinada contra a covid-19.
Mônica foi escolhida para o momento histórico por ter participado dos ensaios clínicos da vacina CoronaVac, realizados no final de 2020 para comprovar a segurança e a eficácia do imunizante. Na época, ela trabalhava no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, hospital de referência no tratamento de doenças infectocontagiosas, que atendeu mais de 40 mil pacientes durante a pandemia.
A enfermeira relata que estava de plantão naquele domingo quando foi avisada de que deveria se dirigir ao local da cerimônia, onde autoridades aguardavam a decisão da Anvisa para dar início imediato à vacinação. Ao descobrir que seria a primeira pessoa a receber a dose, não conteve a emoção.
“Eu chorava muito! Porque a gente estava passando por um momento traumatizante. Meu irmão estava com covid na época. Chorei de emoção e de alegria, porque a ciência estava dando um passo importante para acabar com aquela tragédia que assolava o mundo”, relembrou.
A vacinação no restante do país começou no dia seguinte, 18 de janeiro, após a distribuição de um primeiro lote de 6 milhões de doses da CoronaVac, produzidas na China e importadas pelo Instituto Butantan, que posteriormente passou a processar a vacina no Brasil com insumos da farmacêutica Sinovac.
Poucos dias depois, em 23 de janeiro, a campanha ganhou reforço com a chegada das primeiras 2 milhões de doses da vacina da Oxford/AstraZeneca, importadas da Índia pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que mais tarde passou a produzir o imunizante em território nacional.
A campanha priorizou os públicos mais vulneráveis, como profissionais de saúde da linha de frente, idosos, pessoas com deficiência institucionalizadas e indígenas. Naquele período, o Brasil enfrentava o pico da variante Gama do coronavírus, considerada mais agressiva e letal do que as cepas anteriores.
Reprodução NH Notícias

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