Brasil mantém apenas 129 militares na fronteira com a Venezuela em meio a crise internacional
O Exército Brasileiro informou que atualmente conta com 129 militares no Posto Especial de Fronteira (PEF) em Pacaraima, no estado de Roraima, para monitorar a fronteira com a Venezuela, mesmo diante da crescente instabilidade no país vizinho. 
Segundo o general de brigada Roberto Pereira Angrizani, comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, o efetivo não foi reforçado porque o fluxo migratório continua estável, apesar da tensão desencadeada após ataques dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa na madrugada de 3 de janeiro. 
O general explicou que a tropa tem intensificado o monitoramento e o patrulhamento, especialmente no trecho de acesso ao Brasil, e que há tropas em Boa Vista prontas para reforçar o efetivo caso seja necessário. 
Além da atuação militar, a Polícia Militar de Roraima também ampliou o número de agentes na região para evitar entradas irregulares no país por rotas alternativas, segundo o governo estadual. 
A fronteira entre o Brasil e a Venezuela tem mais de 2.199 quilômetros de extensão — sendo cerca de 90 km por linhas convencionais e o restante por divisor de águas, passando por Roraima e Amazonas. 
A operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que envolveu bombardeios e resultou na captura de Maduro, provocou ampla repercussão internacional e foi condenada pelo governo brasileiro como uma violação da soberania venezuelana. 
O efetivo de militares brasileiros na fronteira segue sob vigilância e pode ser reforçado conforme a evolução da situação internacional e das condições na região.
DIÁRIO DA INFORMAÇÃO com informações e foto Metrópoles

