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terça-feira - 13/10/2026

Campo Grande: pai que matou filho pede avaliação de insanidade mental

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Redação –

Quase um ano após o assassinato de Arthur Davi Velasques Piazza, de 11 anos, em João Pessoa (PB), a defesa do pai da criança, Davi Piazza Pinto, pediu à Justiça que ele seja submetido a uma avaliação de insanidade mental. Arthur nasceu em Campo Grande (MS) e viveu durante anos na capital sul-mato-grossense antes de mudar com a mãe.

O pedido foi apresentado à 2ª Vara Metropolitana do Tribunal do Júri da Paraíba. Davi é réu pela morte do próprio filho e permanece preso preventivamente.

Segundo informações divulgadas pelo Jornal da Paraíba e pelo g1, a juíza Francilucy Rejane de Sousa Mota Brandão determinou que o Ministério Público da Paraíba se manifeste sobre a solicitação da defesa no prazo de dez dias. Depois do parecer, o pedido retornará para análise da magistrada, que decidirá se autoriza a realização da avaliação.

Caso seja autorizado, o procedimento será feito por uma junta médica e deverá avaliar se Davi tinha capacidade de compreender o caráter ilícito do crime e de determinar suas próprias ações no momento em que Arthur foi morto.

Davi foi indiciado pela Polícia Civil, em novembro de 2025, pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O homicídio recebeu as qualificadoras de motivo torpe, emprego de asfixia e por ter sido cometido contra uma vítima menor de 14 anos.

Conforme a investigação, Davi afirmou em depoimento que estava endividado e não queria continuar pagando pensão alimentícia ao filho. A polícia concluiu ainda que o assassinato foi premeditado.

Relembre o caso

Arthur foi morto no dia 31 de outubro de 2025, depois que o pai viajou de Santa Catarina para João Pessoa sob o pretexto de passar um período com o filho.

Segundo as investigações, Davi havia planejado o crime. Ele asfixiou Arthur, que era autista não verbal e tinha deficiência visual, e depois transportou o corpo até uma área de mata no bairro Colinas do Sul, onde a criança foi enterrada em uma cova rasa.

O menino foi localizado morto em 1º de novembro, após o próprio pai informar onde havia escondido o corpo. Davi retornou a Santa Catarina e se apresentou às autoridades em Florianópolis, onde foi preso.

A necropsia apontou que Arthur morreu por asfixia por sufocação. O menino foi sepultado no Cemitério do Cristo Redentor, em João Pessoa, no dia 3 de novembro de 2025.

Ligação com Campo Grande

Arthur era natural de Campo Grande (MS) e viveu durante anos com a mãe na capital sul-mato-grossense, na região do bairro Búzios. O pai, Davi Piazza Pinto, também morou na cidade e cresceu na Vila Planalto.

À época do crime, familiares ouvidos pelo TopMídiaNews relataram que Arthur era uma criança doce, tranquila e muito querida pela família. Os parentes também afirmaram que Davi teria demonstrado interesse em passar um período com o filho antes de cometer o assassinato.

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