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sexta-feira - 22/05/2026

CAMINHONEIROS DEIXAM BOLSONARO DE LADO E PARALISAÇÃO SERÁ POR MELHORIAS DE TRABALHO

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CAMINHONEIROS DEIXAM BOLSONARO DE LADO E PARALISAÇÃO SERÁ POR MELHORIAS DE TRABALHO
Caminhoneiros de diversas regiões do país articulam uma paralisação nacional para quinta-feira (4), afirmando que o movimento não tem relação política e que o foco agora é melhorar as condições de trabalho da categoria. Lideranças destacam que, desta vez, reivindicações trabalhistas e estruturais estão no centro da mobilização.
Na semana anterior, grupos tentaram convocar uma greve em protesto pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas a iniciativa não avançou. De acordo com representantes atuais do movimento, a categoria decidiu “deixar Bolsonaro de lado” e priorizar pautas diretamente ligadas ao exercício da profissão.
Entre as principais reivindicações estão a estabilidade contratual, o cumprimento das leis já existentes, a reestruturação do Marco Regulatório do Transporte de Cargas e a criação de aposentadoria especial após 25 anos de trabalho. Também há insatisfação com a baixa remuneração, a insegurança nas estradas e a falta de infraestrutura adequada para cumprimento das normas.
Daniel Souza, caminhoneiro e influenciador digital com quase 100 mil seguidores no TikTok — e um dos articuladores da greve de 2018 — afirmou que a classe enfrenta anos de desvalorização. “O respeito com a nossa classe acabou”, declarou.
O movimento recebeu apoio de entidades como a Associação Catarinense dos Transportadores Rodoviários de Cargas (ACTRC). Segundo o presidente Janderson Maçaneiro, o Patrola, há grande chance de a paralisação ganhar força devido ao alto grau de descontentamento entre os profissionais. O Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens (Sindicam) declarou que apoiará a decisão da categoria caso a paralisação seja oficialmente confirmada.
Apesar disso, parte da categoria segue dividida. Caminhoneiros autônomos da Baixada Santista rejeitaram a mobilização por entender que ela ainda tem motivação política e não passou por assembleia ou votação. A cooperativa local afirmou que não orientará interrupção das atividades.
A última paralisação de grande impacto ocorreu em 2018, quando caminhoneiros pararam por 10 dias, resultando em desabastecimento de combustíveis e alimentos em todo o país.
(Por aRede)

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