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sábado - 28/02/2026

Presidiária abre cela, agride policiais penais e incita rebelião com 58 detentas

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Uma presidiária provocou momentos de tensão ao abrir a porta da cela, agredir policiais penais e incitar outras 58 detentas a participarem de um motim no Presídio Feminino Irmã Irma Zorzi, na tarde desta sexta-feira (27). A situação só foi controlada após a chegada do Cope (Comando de Operações Penitenciárias), com uso de balas de borracha e spray de pimenta.

Conforme boletim de ocorrência registrado por duas policiais penais, por volta das 15h30, a interna passou a xingar e ameaçar as agentes. Entre as frases proferidas, ela teria dito que “a cadeia não ia durar para sempre” e que ensinaria as demais presas a não respeitarem as policiais.

Na sequência, a detenta começou a chutar a porta de aço da cela e a incentivar outras internas a fazerem o mesmo. Ela conseguiu abrir o ferrolho, saiu para o corredor e passou a incitar ao menos 58 presas a aderirem ao motim e investirem contra as policiais penais.

Ainda segundo o registro, presidiárias de outra cela também passaram a chutar a porta, lideradas por uma interna que tentava acessar o ferrolho por uma pequena abertura. Diante das ameaças, as policiais penais acionaram reforço do Cope.

Para dificultar a atuação de policiais homens, algumas presas chegaram a se despir, permanecendo apenas com roupas curtas, como short e top, conforme relato das agentes no boletim.

Mesmo após a chegada do Cope e ordens para que as presidiárias retornassem às celas, houve resistência. A detenta que estava no corredor avançou contra os agentes e agrediu policiais penais, o que levou ao uso de equipamentos não letais para conter a situação.

Após ser imobilizada, a presidiária foi recolocada na cela e mantida em isolamento. Ainda conforme o registro, ela se debateu e bateu a cabeça contra a parede, sofrendo escoriações. As duas internas apontadas como líderes do motim passaram por exame de corpo de delito e permanecem na unidade.

Segundo informações apuradas pelo Jornal Midiamax, a presidiária que iniciou o motim já vinha causando transtornos em plantões anteriores, com registros de ameaças e alertas sobre riscos à segurança, sem que providências efetivas tivessem sido adotadas.

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que um boletim de ocorrência foi registrado e que o motim foi rapidamente controlado. Ainda conforme a pasta, algumas internas serão transferidas e duas autuadas pelos crimes cometidos.

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